Como Instalar Gás Encanado em Apartamento: Guia Completo, Legalizado e 100% Seguro [Atualizado 2026]
- GÁS NETWORK SERVIÇOS E INSTALAÇÕES
- 1 de mai.
- 15 min de leitura
A instalação de gás encanado em apartamento é uma das obras mais delicadas e juridicamente sensíveis do setor de engenharia residencial brasileiro. Diferente de uma reforma comum, qualquer erro nesse processo pode comprometer a vida dos moradores, gerar autuações da concessionária, anular o seguro do prédio e até mesmo causar acidentes fatais. Por isso, esse procedimento é regulamentado pela ABNT NBR 13103, pela ABNT NBR 15526, pela NR-13 do Ministério do Trabalho e por normativas estaduais específicas. Se você é morador, síndico, comprador de imóvel novo ou está reformando seu apartamento e precisa instalar gás encanado, este guia é a referência mais completa e atualizada disponível em português brasileiro. Aqui você vai encontrar absolutamente tudo: o passo a passo legalizado, todos os documentos exigidos pela concessionária, custos médios reais praticados em 2026, comparativo entre gás natural e GLP encanado, lista de profissionais habilitados pelo CREA para emitir ART, normas técnicas obrigatórias, tipos de tubulação aprovados, procedimento completo de teste de estanqueidade, vistoria final, comissionamento, certificação e regularização junto à concessionária local.
A Gás Network atua há mais de quinze anos com projetos de gás em apartamentos, condomínios residenciais, edifícios comerciais e empreendimentos hoteleiros em todo o estado de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já realizamos mais de quatro mil e quinhentas instalações com taxa de aprovação de cem por cento na vistoria final da concessionária, zero acidentes registrados em nosso histórico operacional e ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida em todos os projetos executados. Antes de prosseguir com a leitura, recomendamos preparar um café porque este conteúdo possui aproximadamente cinco mil palavras de leitura técnica densa, mas você sairá daqui com domínio absoluto sobre o tema, capaz de tomar a decisão correta, escolher o profissional certo, evitar fraudes, identificar empresas mal intencionadas e garantir uma instalação segura, legalizada, durável e dentro de todos os padrões exigidos pela legislação brasileira vigente.
O Que É Gás Encanado e Como Funciona Esse Sistema em Apartamentos
Gás encanado é o sistema de fornecimento de combustível gasoso (gás natural conhecido como GN ou gás liquefeito de petróleo conhecido como GLP) entregue de forma contínua diretamente nos pontos de consumo do apartamento por meio de uma rede dedicada de tubulações fixas, dispensando completamente o uso de botijões individuais P13, P20, P45 ou P90. O funcionamento é análogo ao do sistema hidráulico de água potável: existe um ponto de chegada (cavalete da concessionária ou central de GLP do prédio), um medidor individual por apartamento, um regulador de pressão de segundo estágio e uma rede ramificada interna que distribui o gás até os pontos de utilização — tipicamente o fogão, o aquecedor de água por passagem, a secadora de roupas a gás e, em casos específicos, lareiras a gás, churrasqueiras a gás, fornos de embutir e até mesmo aquecedores de piscina e ofurô.
No caso do gás natural, o fornecimento é feito pela concessionária local responsável pela área (Comgás em São Paulo, Naturgy/CEG no Rio de Janeiro, Gasmig em Minas Gerais, SCGás em Santa Catarina, Sulgás no Rio Grande do Sul, Algás em Alagoas, Bahiagás na Bahia, Cegás no Ceará, entre outras), que distribui o gás por meio da rede pública subterrânea de média pressão. O gás chega ao prédio em pressão regulada (geralmente entre 1,5 e 4 kgf/cm²), passa pelo conjunto de regulagem geral (CRG) instalado no abrigo de gás do edifício, é medido individualmente em cada apartamento por um medidor volumétrico do tipo G-2,5 ou G-4 (dependendo do consumo previsto) e finalmente distribuído internamente em baixa pressão (até 5 kPa, equivalente a 50 mbar) pelas tubulações internas até os aparelhos de uso final.
No caso do GLP encanado, o sistema funciona de forma equivalente porém com a diferença fundamental de que o suprimento provém de uma central de gás (também chamada de "central de GLP" ou "abrigo de cilindros") instalada em área externa ventilada do condomínio, contendo cilindros estacionários P45, P90 ou P190 conectados a um manifold com válvulas de bloqueio individual, reguladores de primeiro estágio (alta pressão) e segundo estágio (baixa pressão), alarme de baixo nível, sistema de detecção de vazamentos, e proteções contra incêndio conforme NBR 15526. O GLP, por ser mais denso que o ar atmosférico (densidade relativa entre 1,5 e 2,0, comparada ao ar que possui valor 1,0), exige cuidados específicos relativos à ventilação inferior do ambiente e à instalação obrigatória de detectores de gás nos pontos baixos dos cômodos onde existem aparelhos de uso.
A escolha entre gás natural e GLP geralmente NÃO é uma decisão do morador individual: ela é determinada pelo projeto original do edifício e pela disponibilidade ou não da rede pública de gás natural na via pública adjacente ao imóvel. Em regiões metropolitanas que possuem rede de distribuição de gás natural já instalada (como grande parte da capital de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis), os edifícios novos são obrigatoriamente projetados com sistema de gás natural canalizado. Em condomínios horizontais, áreas mais afastadas, prédios em cidades menores ou edifícios mais antigos sem acesso à rede pública, o sistema adotado é o de GLP encanado com central de cilindros estacionários, suprida periodicamente por caminhões-tanque das distribuidoras autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Vantagens do Gás Encanado em Comparação ao Botijão Individual
A migração do botijão individual P13 para o sistema de gás encanado traz uma série de vantagens substanciais que vão muito além da simples comodidade. A primeira e mais evidente é a segurança operacional: o sistema encanado elimina a necessidade de manuseio de cilindros pesados, conexões temporárias, mangueiras flexíveis sujeitas a ressecamento, e principalmente os riscos associados ao transporte vertical de botijões em elevadores ou escadas, que historicamente é a principal causa de acidentes domésticos relacionados a gás no Brasil. Estatísticas do Corpo de Bombeiros de diversos estados indicam que mais de oitenta por cento dos acidentes residenciais com gás envolvem botijões P13 mal conectados, mangueiras vencidas ou cilindros transportados de forma inadequada.
A segunda grande vantagem é a economia financeira de longo prazo. Embora o custo inicial de instalação do gás encanado possa parecer elevado quando comparado à compra de um botijão, o preço final do gás (em reais por metro cúbico ou por quilograma efetivamente consumido) é tipicamente entre vinte e quarenta por cento mais baixo no sistema encanado em comparação ao botijão individual, principalmente nas regiões atendidas por gás natural canalizado. A diferença ocorre porque o sistema canalizado elimina os custos de envasamento, transporte do cilindro, comissão do revendedor e margens intermediárias da cadeia de distribuição varejista, que somados representam parcela significativa do preço final pago pelo consumidor.
A terceira vantagem é a continuidade de fornecimento sem interrupções. Quem utiliza botijão sabe da inconveniência de o gás "acabar" no meio do preparo do jantar, durante um banho quente ou em um momento crítico. No sistema encanado, o fornecimento é contínuo, ininterrupto e dimensionado para suprir qualquer demanda da residência sem que o usuário precise se preocupar em monitorar nível, agendar entrega ou estocar reserva. Em sistemas de gás natural, especificamente, o fornecimento é praticamente cem por cento estável, com exceção de raras manutenções programadas comunicadas com antecedência pela concessionária.
A quarta vantagem é a valorização imobiliária do apartamento e do edifício. Imóveis com instalação de gás encanado regularizada, com projeto aprovado e ART emitida, possuem valor de mercado superior em comparação a imóveis equivalentes que utilizam botijão. Essa diferença é particularmente significativa em segmentos de médio e alto padrão, onde compradores e locatários consideram a presença de gás encanado como item praticamente obrigatório. Pesquisas do mercado imobiliário paulistano indicam variação de preço entre cinco e doze por cento a favor de imóveis com gás encanado regularizado.
Quando a Instalação de Gás Encanado é Obrigatória
Existem diversas situações em que a instalação ou regularização de gás encanado em apartamento deixa de ser opcional e passa a ser obrigatória por lei, regulamento condominial ou exigência da concessionária. A primeira situação é a aquisição de imóvel novo em edifício projetado originalmente com sistema de gás canalizado: nesse caso, todas as unidades devem possuir instalação interna executada e ligada ao sistema central, mesmo que o morador inicialmente pretenda não utilizar (a rede deve estar instalada e estanque, ainda que sem aparelhos conectados nos pontos finais).A segunda situação é a regularização imposta pela concessionária ou pelo Corpo de Bombeiros após inspeção que identifique uso de gás GLP em sistema central GLP de forma irregular, ou após constatação de tubulação em desacordo com a NBR 13103. Essa regularização normalmente é solicitada após denúncia, vistoria periódica ou laudo do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). A terceira situação é a obrigatoriedade municipal: diversas capitais brasileiras já promulgaram leis que tornam obrigatória a previsão de instalação de gás natural canalizado em todos os edifícios novos com mais de quatro pavimentos, mesmo que a rede pública ainda não esteja disponível na rua adjacente — isso é feito para que, quando a rede chegar, o prédio possa simplesmente conectar-se sem necessidade de obra interna adicional. A quarta situação é a exigência de seguradoras: muitas seguradoras de incêndio condicionam a manutenção da apólice à comprovação periódica (geralmente anual ou bienal) de que o sistema de gás está regularizado, com laudo de estanqueidade dentro da validade e documentação técnica em ordem.
Documentação Obrigatória Para Instalação Legalizada
Antes de iniciar qualquer obra de instalação ou regularização de gás encanado em apartamento, é absolutamente fundamental reunir e providenciar toda a documentação técnica e administrativa exigida pela legislação. A primeira documentação é a autorização do condomínio (quando aplicável): o regimento interno e a convenção do condomínio devem permitir a obra, e em muitos casos é necessária aprovação prévia do síndico ou da assembleia condominial, especialmente quando a obra envolve passagens de tubulação por áreas comuns, abrigo de gás coletivo ou modificação de prumadas. A segunda documentação é o projeto técnico de instalação, elaborado por profissional habilitado (engenheiro mecânico, engenheiro civil com especialização em instalações prediais ou técnico em gás devidamente registrado), contendo memorial descritivo, planta baixa com traçado da tubulação, isométrico, especificação de materiais, cálculo de perda de carga, dimensionamento de tubulações, pontos de consumo previstos com respectivas potências térmicas, e detalhamento de ventilação dos ambientes.
A terceira documentação é a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida pelo CREA do estado onde será executada a obra, ou TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) no caso de profissionais técnicos registrados pelo CFT (Conselho Federal dos Técnicos Industriais). A ART/TRT é o documento que vincula juridicamente o profissional ao projeto e à execução, garantindo responsabilidade civil e criminal em caso de acidente ou irregularidade futura. Sem ART/TRT regular, a obra simplesmente não pode ser executada nem ligada pela concessionária. A quarta documentação é o protocolo de aprovação do projeto junto à concessionária local, no caso de gás natural canalizado, ou junto à empresa fornecedora do GLP, no caso de sistema centralizado em condomínio. Esse protocolo é obtido após análise técnica do projeto pelos engenheiros da concessionária, e pode levar entre quinze e quarenta e cinco dias dependendo da complexidade da obra e da região.
A quinta documentação é o laudo de estanqueidade emitido após a execução da obra, comprovando que a tubulação foi pressurizada e testada conforme procedimento normatizado pela NBR 13103, sem registro de queda de pressão durante o tempo mínimo exigido (geralmente quinze minutos para sistemas de baixa pressão). A sexta documentação é o termo de comissionamento ou habite-se da instalação, emitido após a vistoria final pela concessionária, atestando que todos os requisitos técnicos foram atendidos e autorizando a ligação efetiva do gás à rede de distribuição. Essa documentação completa deve ser arquivada pelo proprietário do imóvel, pelo síndico do condomínio (no caso de áreas comuns) e pela concessionária por prazo mínimo de cinco anos, sendo obrigatório apresentá-la em caso de venda do imóvel, vistoria de seguro, fiscalização do Corpo de Bombeiros ou auditoria do Procon.
Passo a Passo Completo da Instalação de Gás Encanado em Apartamento
A execução da instalação de gás encanado em apartamento segue uma sequência rigorosa de etapas que devem ser respeitadas tanto pela ordem técnica quanto pelo cumprimento normativo. A primeira etapa é o levantamento técnico no local, no qual o profissional habilitado realiza visita ao imóvel para verificar as condições construtivas existentes, identificar pontos de chegada da rede principal (abrigo de gás, prumada vertical, medidor individual), avaliar localização e potência dos aparelhos previstos, medir distâncias para dimensionamento da tubulação, observar possibilidades de passagem dos tubos sem comprometimento estético do imóvel, e identificar eventuais necessidades de adequação da ventilação dos ambientes onde haverá aparelhos de uso. Esse levantamento é a base para o projeto técnico subsequente.
A segunda etapa é a elaboração do projeto técnico propriamente dito, no qual o engenheiro responsável desenha o traçado da tubulação interna, dimensiona os diâmetros conforme a vazão de cada trecho (utilizando a fórmula de Renouard ou Pole para tubos de aço carbono, ou métodos específicos para cobre e multicamada), calcula a perda de carga total entre o medidor e o ponto mais distante, especifica as válvulas de bloqueio, dispositivos de segurança, regulador de baixa pressão, pontos de consumo, eletrodutos para detectores e outros componentes obrigatórios. O projeto deve seguir rigorosamente as exigências da NBR 13103 (instalações internas de gás natural) e da NBR 15526 (redes de distribuição interna), bem como das normativas específicas da concessionária local que pode ter requisitos adicionais.
A terceira etapa é a aprovação do projeto pela concessionária ou empresa fornecedora. O projeto é submetido digitalmente (a maioria das concessionárias possui portal online de submissão) ou fisicamente, e passa por análise técnica que pode resultar em aprovação imediata, aprovação com pendências (correções a serem feitas) ou reprovação. Após aprovação definitiva, é emitida uma autorização de início de obra, sem a qual nenhum tubo pode ser instalado. A quarta etapa é a aquisição dos materiais conforme especificação do projeto: tubos do tipo aprovado (cobre certificado, multicamada com selo INMETRO ou aço carbono galvanizado), conexões compatíveis (preferencialmente do mesmo fabricante para garantia de compatibilidade), válvulas de bloqueio com certificação para gás, regulador de pressão dimensionado, eletrodutos e cabos para alarmes, fitas vedantes específicas para gás (jamais utilizar veda-rosca comum de água), e demais acessórios conforme listagem do memorial.
A quinta etapa é a execução física da instalação, que envolve a abertura controlada de paredes (quando necessário para passagem embutida), a instalação dos suportes de fixação dos tubos (espaçamento conforme NBR 13103, tipicamente entre cinquenta centímetros e dois metros conforme diâmetro do tubo), a montagem das conexões com técnica adequada (solda forte para cobre, prensagem para multicamada, rosca cônica para aço carbono), a instalação das válvulas de bloqueio em pontos estratégicos, e a finalização com pintura de identificação na cor amarelo-segurança nos trechos visíveis (conforme NBR 6493). É absolutamente proibido o uso de tubos comuns de água, conexões PVC ou qualquer material não certificado especificamente para gás, sob pena de invalidação completa do projeto e responsabilização criminal do executor em caso de acidente.
A sexta etapa, e uma das mais críticas, é o teste de estanqueidade da rede instalada. Esse teste é executado com a tubulação completamente montada porém ainda não conectada aos aparelhos de uso final. O procedimento padrão consiste em pressurizar a rede com ar comprimido ou gás inerte (nitrogênio, jamais oxigênio) a uma pressão mínima de vinte kPa (duzentos mbar) ou conforme especificado pela norma para o tipo de sistema, manter essa pressão por um período mínimo de quinze minutos sem registro de queda no manômetro de precisão acoplado, e documentar fotograficamente o procedimento com data, hora, pressão inicial, pressão final, identificação da tubulação testada e assinatura do responsável técnico. A queda de pressão durante o período de teste indica vazamento e exige refazimento do trecho problemático, que deve ser localizado por meio de inspeção com solução espumante (água com detergente neutro) ou detector eletrônico de gases.A sétima etapa é a vistoria final pela concessionária ou empresa fornecedora, na qual um inspetor técnico credenciado comparece ao imóvel para verificar visualmente toda a instalação executada, conferir documentação apresentada (projeto aprovado, ART, laudo de estanqueidade, notas fiscais dos materiais), executar novo teste de pressão por amostragem se julgar necessário, verificar a correta instalação das válvulas de bloqueio em pontos obrigatórios (entrada do apartamento, antes de cada aparelho, ramais), confirmar a ventilação adequada dos ambientes (área de ventilação inferior e superior conforme NBR 13103), e finalmente liberar a ligação efetiva do gás. Caso seja identificada qualquer irregularidade, é emitida lista de pendências que devem ser corrigidas antes de nova vistoria, sem custo adicional na maioria das concessionárias na primeira reinspeção.
A oitava etapa é o comissionamento e a entrega técnica ao cliente. Após liberação pela concessionária, o profissional executor realiza o comissionamento dos aparelhos: regulagem fina dos queimadores conforme tipo de gás (gás natural exige regulagem diferente do GLP devido à diferença de poder calorífico e densidade), verificação de chama (deve ser azul e estável, sem partes amareladas que indicam combustão incompleta com produção de monóxido de carbono), checagem das válvulas de segurança dos aparelhos, teste de funcionamento integral de cada equipamento, e por fim entrega ao cliente do dossiê completo da obra contendo todos os documentos arquivados, notas fiscais, garantias dos aparelhos, certificados dos materiais e manual de uso.
Custos Médios da Instalação de Gás Encanado em Apartamento (2026)
Os valores praticados no mercado brasileiro em 2026 para instalação completa de gás encanado em apartamento variam significativamente conforme localização, tipo de imóvel, número de pontos previstos, complexidade do traçado da tubulação e padrão construtivo. Para apartamentos pequenos (até 60 metros quadrados) com instalação básica de dois pontos (fogão e aquecedor de passagem), os custos médios variam entre R$ 2.800,00 e R$ 4.500,00 incluindo projeto, ART, materiais e mão de obra, sem contar o medidor (que é fornecido e instalado pela concessionária mediante pagamento de taxa de adesão entre R$ 800,00 e R$ 1.500,00 conforme a região).
Para apartamentos médios (entre 60 e 120 metros quadrados) com três pontos (fogão, aquecedor e secadora), os valores totais variam entre R$ 4.500,00 e R$ 7.800,00. Para apartamentos amplos (acima de 120 metros quadrados) com quatro ou mais pontos (incluindo lareira a gás, churrasqueira ou aquecimento de piscina), os valores podem ultrapassar R$ 12.000,00, especialmente em projetos com tubulação aparente em cobre cromado para fins decorativos. Esses valores referenciais incluem honorários técnicos de engenheiro responsável (entre 15% e 25% do total), elaboração de projeto e ART (entre R$ 600,00 e R$ 1.500,00 dependendo da complexidade), materiais certificados (tubos, conexões, válvulas, regulador, fitas vedantes específicas, suportes de fixação) e mão de obra qualificada de instalador certificado pelo SENAI ou similar.
É importante ressaltar que orçamentos significativamente mais baratos que os valores acima geralmente representam uso de materiais não certificados, ausência de projeto técnico formal, ausência de ART, ou execução por profissional sem qualificação adequada — todos esses são red flags absolutos que devem fazer o cliente desistir da contratação imediatamente. Lembre-se: em obras de gás, "barato sai caro" pode significar literalmente "barato sai morto". A diferença de mil reais economizada hoje pode custar a vida de toda a família amanhã. Sempre exija orçamentos com discriminação detalhada de materiais por item, certificações dos componentes, número de ART do responsável técnico e referências comprovadas de obras anteriores executadas pela mesma equipe.
Erros Mais Comuns e Como Evitá-los
O primeiro erro comum é a contratação de profissional sem qualificação técnica adequada, comumente conhecido como "gambiarreiro" ou pseudo-instalador. Esses indivíduos geralmente atuam por indicação informal, oferecem preços muito abaixo do mercado, não emitem ART, utilizam materiais não certificados ou usados, e desaparecem assim que recebem o pagamento — deixando para trás uma instalação irregular, perigosa e que será reprovada na vistoria da concessionária, exigindo nova obra completa. Para evitar esse erro, sempre verifique o registro do profissional no CREA ou no CFT, exija ART/TRT antes do início da obra, e peça referências de pelo menos cinco obras anteriores com possibilidade de visita e contato com clientes anteriores.
O segundo erro comum é a aceitação de projeto sem aprovação formal pela concessionária. Algumas empresas oferecem "execução rápida" prometendo regularizar depois — isso simplesmente não funciona. Sem aprovação prévia, a concessionária pode (e geralmente faz) exigir refazimento completo da obra, mesmo que tecnicamente esteja correta. O custo da retrabalho é altíssimo. Sempre exija o protocolo de aprovação do projeto pela concessionária antes de autorizar o início da obra física.
O terceiro erro comum é a utilização de materiais inadequados, particularmente tubos comuns de cobre para água ou conexões PVC. O gás natural e o GLP exigem tubos especificamente certificados para essa finalidade, com selo INMETRO e identificação clara do fabricante. Tubos comuns de água podem ter espessura insuficiente, ligas inadequadas ou apresentar microporos que permitem permeação molecular do gás, gerando vazamentos lentos imperceptíveis ao olfato humano mas potencialmente catastróficos. Sempre exija nota fiscal dos materiais com descrição clara da norma técnica atendida.
O quarto erro comum é a não realização do teste de estanqueidade, ou sua execução de forma incorreta. O teste deve ser feito com pressão e tempo suficientes conforme a norma, documentado fotograficamente, e o laudo deve ser arquivado. Sem teste documentado, em caso de acidente futuro toda a responsabilidade civil e criminal recai sobre o proprietário do imóvel, não sobre o instalador. O quinto erro comum é negligenciar a ventilação dos ambientes onde estão os aparelhos. A NBR 13103 exige áreas mínimas de ventilação inferior e superior calculadas em função da potência total instalada — janelas comuns geralmente não atendem essa exigência e é necessária instalação de venezianas permanentes ou aberturas específicas que não podem ser obstruídas.
Perguntas Frequentes Sobre Instalação de Gás em Apartamento
Quanto tempo leva uma instalação completa de gás encanado em apartamento? A obra física propriamente dita leva geralmente entre dois e cinco dias úteis dependendo da complexidade, mais o período de aprovação do projeto pela concessionária (entre quinze e quarenta e cinco dias) e o agendamento da vistoria final (mais sete a quinze dias). No total, o processo completo desde a contratação até o gás efetivamente disponível para uso costuma levar entre quarenta e sessenta dias corridos.
Posso fazer a instalação eu mesmo se tiver conhecimento técnico? Não. Independente do conhecimento técnico individual, a instalação de gás em apartamento é privativa de profissional habilitado pelo CREA ou CFT, com emissão obrigatória de ART/TRT. Execução por leigos é considerada exercício ilegal de profissão e pode resultar em sanções legais além de invalidar qualquer apólice de seguro residencial.
A instalação de gás desvaloriza ou valoriza o imóvel? Valoriza significativamente, entre cinco e doze por cento conforme padrão do imóvel e região, desde que executada e documentada conforme normas. Imóveis com instalação irregular ou sem documentação podem inclusive ter dificuldades de venda futura e exigir regularização forçada antes da escrituração.
Quanto custa o gás encanado por mês em comparação ao botijão? Para uma família de quatro pessoas com consumo médio (cozinha, banho diário, secadora ocasional), o gás natural canalizado costuma custar entre R$ 90,00 e R$ 180,00 mensais, enquanto o equivalente em botijões P13 representaria entre R$ 130,00 e R$ 240,00 mensais — uma economia entre 25% e 35% no longo prazo, além das demais vantagens de comodidade e segurança.
Conclusão e Próximos Passos
Instalar gás encanado em apartamento é um processo técnico complexo, regulado por extensa legislação, que exige profissionais qualificados, documentação completa, materiais certificados e cumprimento rigoroso das normas ABNT. Embora o investimento inicial possa parecer significativo, os benefícios em termos de segurança, economia, comodidade e valorização imobiliária compensam amplamente no médio e longo prazo. A escolha do executor é o ponto mais crítico do processo: jamais economize na contratação de profissional, jamais aceite obra sem ART, jamais permita uso de materiais não certificados, e jamais pule etapas de teste e vistoria.
A Gás Network está disponível para realizar gratuitamente o levantamento técnico no seu apartamento, elaborar o projeto completo conforme normas ABNT, executar a obra com equipe própria certificada, emitir ART pelo CREA-SP, providenciar laudo de estanqueidade e acompanhar a vistoria final pela concessionária. Atendemos toda a região metropolitana de São Paulo e cidades do interior, com agilidade, qualidade técnica comprovada e mais de quinze anos de experiência exclusiva em instalações de gás. Entre em contato pelo telefone (11) WhatsApp Business da Gás Network ou pelo formulário de contato em nosso site para agendar visita técnica sem compromisso e receber orçamento detalhado em até 48 horas. Sua segurança e tranquilidade não têm preço — e a regularidade da sua instalação de gás é o primeiro passo para uma vida mais segura, econômica e confortável no seu lar.
.jpeg)


Comentários